terça-feira, 8 de agosto de 2017

Eu tenho que perder a mania de prestar atenção nas conversas das pessoas em fila, ainda mais se o assunto for nossa situação política atual. Mas, infelizmente, quando se trata de tal tema eu ouço mais que o Superman. Preciso entender que, quando alguém puxa assunto de política com uma pessoa aleatória numa fila qualquer, a probabilidade de falar bosta é de 99% - eu não sei se vocês concordam.

Esta semana, estava eu numa fila e meu radar se antenou involuntariamente a uma conversa desse tipo entre dois sujeitos na minha frente. Em poucos minutos aconteceu de eu comprovar minha hipótese probabilística, o cara que puxou o assunto começou a girar sua metralhadora de merda. Quando ele conseguiu juntar numa mesma frase Venezuela, Bolsonaro e corrupção eu entrei em desespero. Eu não sei quanto a vocês, mas eu não consigo não me afetar nessa hora. Até por que já concluo que se trata de um representante vivo da espécie "pato-verde-amarelo-primeiro-a-gente-tira-a-dilma" que não aprendeu nadinha com nossa tragédia dos últimos meses.

Ainda bem que ele não puxou assunto comigo, pois minha mente fértil já tinha resgatado as aulas de kung-fu com Mestre Santos e misturado aos ensinamentos de Tarantino em Kill Bill, a fim de criar uma fantasia onde eu aplicava o golpe dos cinco pontos que explode o coração, do mestre Pai Mei. Todavia, sendo eu uma mulher que crê na importância de se respeitar as leis e regras de convivência que sustentam a cultura humana, preferi recorrer ao Mestre Nietzsche e catar na bolsa meu fone de ouvido sem-fio (coisa maravilhosa, aliás) e ligar no modo aleatório do Spotify. Música sempre me salva! Coincidência ou não em poucos minutos Chico cantava lindamente em meus ouvidos:

Pai, afasta de mim esse cálice! ♪♫♬

Amém! - eu orei com Chico - Amém!

Rita Almeida

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